Criadouro Onça Pintada

Entrada do Criadouro

A amiga e artista Ceres Barreto Bertinato presenteou o Criadouro Onça Pintada com esta obra prima feita de mosaico.
Uma homenagem ao Juca, a onça pintada que deu nome ao Criadouro.

©2012 || DEZEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Novo bebê no Criadouro!

Camilo, uma capivara bebê!

©2012 || DEZEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Tamanduá Bandeira

Com dois meses, chega uma nova filhote de Tamanduá-Bandeira (Myrmecophaga tridactyla) procedente de Carajás (PA).

©2012 || DEZEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Mais um filhote da Lolita!

Mais um recém nascido filhote da Lolita [Mazama bororo]. Todos os individuos dessa espécie em cativeiro acham-se no Criadouro Onça Pintada. Na próxima semana será discutido o início de um Programa de Conservação com o ICMBio na UNESP de Jaboticabal.

©2012 || DEZEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Ninho de Quati

A mãe Quati fez ninho em uma árvore ao lado da cozinha do Criadouro, na certeza de receber alimento e proteção.

©2012 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Mazama bororo

Mazama bororo (Veado Mateiro Pequeno)
Espécie só recentemente aceita pela comunidade científica a partir de publicação de artigo que descreve citogenéticamente e morfologicamente (Duarte S. Jorge, 20003). Toda a população conhecida em cativeiro acha-se no Criadouro Onça Pintada, no total de 12 indivíduos formando 03 grupos.

Filhote da Lolita

©2012 || SETEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Tapirus terrestris

Depois de uma longa gestação de mais de 399 dias, nasceu na última sexta-feira um lindo filhote de Anta (Tapirus terrestris), espécie ameaçada no estado do Paraná.

anta 3

©2012 || SETEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Reintrodução de Mutum Pinima no Noroeste do Estado do Paraná.

PROJETO
REINTRODUÇÃO DE MUTUM-PINIMA Crax fasciolata Spixi, 1825 NO NOROESTE DO ESTADO DO PARANÁ, BRASIL.
Abril 2012
ASSOCIAÇÃO DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DA VIDA SILVESTRE / CRIADOURO ONÇA-PINTADA

Mutum de Penacho […]

©2012 || JUNHO #Criadouro_Onça_Pintada

Nascem trigêmeas de espécie ameaçada de extinção

Os pequenos nasceram no dia 22 de outubro e são crias da onça Fofa, que tem quatro anos de idade. Com apenas 12 dias, os filhotes se encontram saudáveis e se desenvolvendo muito bem.

Pesando mais de um quilo e meio cada um, ainda não é possível confirmar o sexo.

O resultado desta ninhada é surpreendente, uma vez que a reprodução em cativeiro só é possível se a mãe dos filhotes estiver bem adaptada ao recinto a apresentar condições favoráveis para a gestação.

A reprodução de onças-pintadas ocorreu no Criadouro pela terceira vez. A espécie, considerada o maior e mais belo felino das Américas, consta na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e dos Recursos Naturais Renováveis.
Para que a reprodução fosse um sucesso, alguns cuidados foram tomados tentando-se evitar o estresse do casal. O recinto foi isolado com toras de madeira e um espaço aconchegante forrado com serragens foi criado para que Fofa pudesse deixar os filhotes em um ambiente confortável.

O manejo adequado destas onças em cativeiro pode afastar a ameaça de extinção. Cada vez mais ameaçadas pela perda de suas áreas naturais, as onças brasileiras estão condenadas pelo desmatamento e pela caça.

Em Criadouros, estes animais são de difícil manejo e de cara manutenção. Em média, cada onça adulta come 1,700 Kg de carne por dia. Sua dieta consiste em frango, carne de porco, coração e carne bovina. No caso destes filhotes, está sendo consumida uma lata de leite especial para felinos.

Aqui, atualmente estão alojadas seis onças-pintadas. As trigêmeas agora fazem parte da família de onças-pintadas juntamente com a irmã Belinda, que completa dois anos no mês de novembro.

Bastante mansa, a onça foi criada até os seis meses na casa dos proprietários do Criadouro. Hoje, Cristiane Saboia freqüenta o recinto da onça e trocam carinhos como se fosse um filhote.

©2011 || NOVEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Petrus ganha uma linda companheira

Ela chegou para fazer companhia ao Petrus, mas por enquanto, só poderá observá-lo. O futuro casal não está convivendo no mesmo recinto, mas estão bem próximos. Para que exista uma união, é necessário que se conheçam e isto pode durar algum tempo.

O macho, já está no Criadouro desde fevereiro de 2011 e foi proveniente do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Rondônia. A fêmea, chegou no mês de julho e veio do Refúgio Biológico Bela Vista localizado em Foz do Iguaçu.

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©2011 || AGOSTO #Criadouro_Onça_Pintada

Um domingo ensolarado e repleto de voluntários!

Equipe Siemens

O dia clareou e lá estavam eles, prontos para ajudar a alimentar mais de 2.200 animais da fauna brasileira.

Os funcionários da empresa Siemens Ltda e seus familiares acordaram cedo no dia 17 de julho, vestiram a camisa do Criadouro e deram um grande exemplo de respeito com os animais e o meio ambiente. […]

©2011 || JULHO #Criadouro_Onça_Pintada

Animais provenientes de Foz do Iguaçu tem um novo lar

A equipe do Criadouro Onça Pintada viajou nesta terça-feira, 19 de julho, para cidade de Foz do Iguaçu e retornou na madrugada do dia 21 de julho, com diversas espécies da fauna brasileira.

A partir de hoje três novas espécies passam a habitar o Criadouro. Uma delas é o jacaré-de-papo-amarelo, Caiman latirostris, proveniente do Criadouro de Animais Silvestres da Itaipu Binacional. Este réptil é encontrado na América do Sul, incluindo Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Vivem em ambientes essencialmente aquáticos como rios, lagoas, pântanos e manguezais. Podem atingir até 2,5 metros de comprimento. A espécie já esteve ameaçada de extinção devido à caça indiscriminada e a degradação do seu hábitat. Com a proibição da caça esse quadro foi minimizado.

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©2011 || JULHO #Criadouro_Onça_Pintada

Programa Ecovoluntário atrai estrangeiros

A sueca Jessica Keranen, 32 anos, é a atual participante do programa ecovoluntário. A estudante de biologia e apaixonada por felinos, veio ao Brasil para aprender um pouco mais sobre os animais silvestres.

A voluntária completará a quarta semana no Criadouro e neste domingo voltará para a cidade de Uppsala, local onde mora e também realiza trabalhos voluntários para um abrigo de gatos.

O que parece ser um aprendizado envolve muito mais do que isto. O programa é de fundamental importância como subsídio financeiro e força de trabalho.

O Criadouro tem recebido participantes de várias nacionalidades e todos eles acompanham a rotina dos animais com o apoio da equipe de profissionais. Entre as principais atividades estão: ajudar na preparação dos alimentos e limpar os recintos, tarefas as quais Jessica mais gosta de fazer. […]

©2011 || JULHO #Criadouro_Onça_Pintada

Cada macaco no seu galho!

Macaco AranhaSempre alegres, espertos e brincalhões, eles fazem nos recintos verdadeiras festas. O ambiente simula o habitat natural sendo bastante agradável para que eles possam ocupar o tempo de maneira divertida. Aproveitam os cipós e os troncos mais finos para passar de um lado para outro, usando o rabo como apoio.

Ao chegar no Criadouro, “Chico”, o macaco-aranha, espécie de primatas mais exótica da nossa fauna, demonstra simpatia e recepciona cada um que chega por lá. Do alto do seu recinto ele consegue avistar os visitantes, se deslocando rapidamente de um lugar para o outro com grande rapidez. […]

©2011 || JUNHO #Criadouro_Onça_Pintada

Criadouro anuncia a chegada da Preguiça Real

Colaborar com a preservação da fauna silvestre é uma das grandes missões do Criadouro. Foi pensando nisto que o proprietário Luciano Saboia aceitou receber um casal de bichos-preguiça, animais da espécie Choloepus didactylus, provenientes do norte do Brasil. Eles estavam no CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) de Rondônia, construído pela Usina Santo Antonio Energia. Foram resgatados durante as atividades de acompanhamento de desmatamento na área do futuro reservatório.

Este animal é muito comum de ser encontrado durante este trabalho. A destruição das matas e a devastação das queimadas prejudicam muito esta espécie. Em casos como estes, raramente uma preguiça consegue se salvar, pois são muito lentas para se locomover. […]

©2011 || MAIO #Criadouro_Onça_Pintada

Criadouro recebe nova moradora vítima de maus tratos

Bastante debilitada, esta Arara-vermelha (Ara chloropterus ) foi resgatada nas imediações de Ji-Paraná, interior de Rondônia e encaminhada para Cetas de Porto Velho .

Fraca e com falta de penas em determinadas áreas do corpo a ave necessitou de cuidados especiais antes de ser destinada. Durante este período ficou em “quarentena”, um recinto afastado dos demais, que é destinado para animais recém chegados. Lá, ficou sob observação, sendo analisadas possíveis alterações clínicas. Também neste local verificou-se o comportamento, alimentação e a possibilidade de reprodução da espécie.

Após todos estes cuidados e já recuperada, a arara foi transferida para o Criadouro. Atualmente habita um recinto com quatro Araracangas (Ara macao) e mais duas da mesma espécie. […]

©2011 || ABRIL #Criadouro_Onça_Pintada

Família de tamanduás aumenta em cativeiro

Trata-se da primeira reprodução da espécie no local. O pequeno animal é filho de Punk e Mister Magu, provenientes do Cetas e do Zoológico de Curitiba. O casal chegou ao Criadouro em novembro do ano passado.

Os dois habitavam o mesmo recinto, mas com o nascimento do filhote no mês de janeiro, o macho mudou o seu comportamento, passando a demonstrar impaciência com a fêmea. Então, para protegê-la de qualquer situação de estresse, Magu foi transferido para outro recinto. Assim, a mãe tamanduá está cuidando do seu pequeno sem correr o risco de abandoná-lo.
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©2011 || FEVEREIRO #Criadouro_Onça_Pintada

A majestosa Harpia chegou ao Criadouro!

O Criadouro recebeu o primeiro exemplar macho da ave que é considerada uma das maiores e mais possantes que existem. É a harpia, também chamada de gavião-real.

O filhote foi resgatado dia 24 de agosto de 2010, sendo capturado durante um trabalho de acompanhamento e resgate de fauna de Santo Antônio Energia, usina hidrelétrica em construção, localizada na cidade de Porto Velho. Logo, foi encaminhado para o Cetas de Rondônia, onde permaneceu por cinco meses até ser destinado ao Criadouro Onça Pintada.
Foi um trabalho que exigiu muito cuidado e atenção. Segundo Juliano Talamonte, um dos integrantes do Núcleo de Fauna de Rondônia, foi necessário à ajuda de cinco integrantes da equipe para conter o animal. “Levamos horas preparando a caixa onde transportaríamos a ave, tudo tinha que ser muito bem estudado para não causar estress, por se tratar de uma viagem longa até Campina Grande do Sul. Com a caixa pronta, mobilizamos a nossa equipe do núcleo de fauna do Ibama, com o apoio de dois veterinários do Cetas e dos tratadores, colocamos rapidamente e com cuidado. Verificamos se ficou tudo bem e a levamos para o terminal de carga, onde seria despachada. Enfim, a operação foi um sucesso.”

Após uma viagem de 12 horas, a majestosa ave de rapina chega ao Criadouro. No início, a ave estranhou o ambiente, mas após o quarto dia demonstrou mais afinidade com o recinto. O biólogo do local, Henrique Chupill, conta que atualmente está se alimentando bem e até ensaiando algumas vocalizações.

A ave se faz notar não só pela beleza, mas também pelo tamanho. Possui um penacho que se ergue ao ouvir ruídos, pois a sua audição é muito aguçada e sua visão é melhor que a do homem.
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©2011 || FEVEREIRO #Criadouro_Onça_Pintada

Extinção é para sempre

Ao redor do mundo, centenas de espécies pertencentes a praticamente todos os grupos conhecidos encontram-se ameaçadas e em alguns casos lamentáveis, algumas já fora extintas, sendo documentadas apenas em museus, imagens ou em escassos exemplares residentes em cativeiro que já não dão condições para salvar a espécie. O texto a baixo visa mostrar uma tomada geral do problema, apontando as causas e formas de tentarmos reverter essa calamidade natural.

HISTÓRIA

Ao longo dos estimados 3,5 bilhões em que existe vida na Terra, em torno de cinco episódios marcantes de extinção em massa de espécies atingiram o planeta. Entre os mais marcantes, está o ocorrido no final do período Cretáceo por volta de 65 milhões de anos atrás, quando grande parte da fauna de répteis (dinossauros) desapareceu.

Mas porque então nos preocuparmos com as inúmeras espécies que hoje se encontram ameaçadas em todas as regiões do planeta?

A resposta é simples, em todos estes eventos as extinções foram provocadas por eventos naturais, seja por uma queda de um meteorito ou uma série de erupções vulcânicas que alteraram drasticamente o clima na Terra e geraram os eventos de extinção. É importante salientar também que estes eventos não ocorreram de uma hora para outra, o que possibilitou que algumas espécies pudessem aos poucos se adaptar e garantir a sua existência.

As pressões negativas geradas pelas atividades humanas não ocorrem apenas na época moderna. Muitos especialistas apontam como sendo esta a causa da extinção da denominada megafauna (mamíferos com mais de 45 kg, como mamutes, tigres-dente-de-sabre e preguiças-gigantes) no final do período pleistoceno (até 10.000 anos atrás), onde 74 a 86% destes animais desapareceram. A caça, os desmatamentos e as queimadas foram as principais causas, justificadas pela proliferação da espécie humana e o abandono do hábito nômade, forçando ao cultivo de grandes áreas e a domesticação de animais.

CONTEXO ATUAL

Dados sobre o número de espécies extintas atualmente e o grau de ameaça que as demais se encontram, são mais conhecidos entre aves e mamíferos, por serem os grupos mais estudados. Para os demais 99% de espécies conhecidas, existem apenas suposições (Tabela 01)

 

 

 

 

 

TABELA 01: A extinção no mundo em números

Grupo Número de espécies descritas Número de espécies ameaçadas de extinção Número de espécies extintas desde o ano de 1600 até hoje
Mamíferos 4.500 505 85
Aves 9.500 1.029 113
Répteis 6.300 167 21
Anfíbios 4.200 59 2
Peixes 24.000 452 23
 

FONTE: Reid & Miller, 1989 / Smith et al. 1993 e Mace 1994

 

Embora os números não pareçam tão expressivos a primeira vista, a tendência é de uma maior aceleração no número de espécies ameaçadas e extintas nos próximos anos, visto que a maioria das extinções se concentrou nos últimos 150 anos, como:

 

Ave-elefante – extinta no final do século XVII                                                Lobo-da-tasmânia – extinto desde 1934

NO BRASIL

O Brasil caracterizado pela sua exuberante biodiversidade, também desponta como sendo um país com inúmeras espécies ameaçadas:

  • 1731 espécies de aves – 173 ameaçadas;
  • 530 espécies de mamíferos – 66 ameaçadas;
  • 650 espécies de répteis – 20 ameaçadas;
  • 765 espécies de anfíbios – 26 ameaçadas;

Este número provavelmente é muito maior, sendo minimizados pela carência de estudos mais específicos. Algumas espécies já são consideradas extintas, como:

Ararinha Azul (Cyanopsitta spixii)                                       Mutum-do-nordeste (Mitu mitu)

Desenho de Eduardo Brettas                                              Desenho de José Merizio

(alguns poucos exemplares em cativeiro)

CAUSAS QUE LEVAM UMA ESPÉCIE À EXTINÇÃO

Todas elas ligadas a ações humanas, sendo as principais:

  • DESTRUIÇÃO, DEGRADAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DO HÁBITAT DAS ESPÉCIES: O hábitat de uma espécie corresponde ao local onde ela vive. Então qualquer alteração nesses locais gera efeitos negativos para os indivíduos, variando em escala conforme a capacidade de suportar as mudanças proporcionadas;
  • SUPEREXPLORAÇÃO DOS RECURSOS PARA O USO HUMANO: utilização de maneira desenfreada da água, solo, recursos pesqueiros, caça, turismo feito de maneira inapropriada, entre outros;
  • INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS: corresponde ao fenômeno de “instalação” de uma nova espécie que não pertencia a um determinado local. Este fenômeno pode ter origem histórica, vindas com os povos colonizadores; econômica, como as inúmeras espécies destinadas atualmente para agricultura e jardinagem ou transporte acidental, como na água de lastro dos navios. Outra forma de introdução é a soltura inadequada de espécies criadas como animal de estimação ou de produção na natureza;
  • INTRODUÇÃO DE DOENÇAS: patologias que afetam animais e plantas domésticas podem ser ainda mais devastadoras em espécies selvagens;

O QUE PODEMOS FAZER?

É maravilhoso vermos seja na natureza ou nos documentários exibidos na TV, a grande variedade de seres vivos que existe em nosso planeta. Ainda mais fantástico, é saber que várias espécies novas ainda estão sendo descritas, porém, na maioria das vezes, já se enquadrando como ameaçadas. É triste pensarmos que daqui a alguns anos animais como a arara-azul, onça-pintada, peixe-boi e tantos outros possam ser vistos apenas em cativeiro ou documentados em imagens.

Diante disso, cabe a nós como cidadãos, tomarmos medidas simples, como: separar o lixo, reduzir a emissão de poluentes, comprar produtos reciclados e com procedência certificada, não adquirir animais silvestres ou selvagens, assim como seu derivados, e atuarmos como orientadores, conscientizando aqueles que estão a nossa volta para que possam adquirir os mesmos hábitos. Outra forma é exigir uma maior atenção por parte dos órgãos públicos no combate a qualquer ação que degrade o meio ambiente, atuando na redução do desmatamento, combate a caça e ao comércio de espécies animais e vegetais, elaboração de planos de zoneamento urbano sustentados na questão ambiental, uso de energia limpa entre outros.

Enquanto não tomarmos consciência de que o planeta, todos os recursos e moradores existentes nele não são propriedade exclusiva da espécie humana, que somos sim, parte do ecossistema e que ao contrário das outras espécies causamos mais prejuízo do que benefício para a Terra, animais e plantas serão exterminados e o clima, que já se encontra em estado de mudança, ficará ainda mais desequilibrado, afetando diretamente a nossa existência.

 

Autor: Henrique Chupil

Biólogo

Mestrando em Ecologia e Conservação – UFPR

E-mail: hchupil@yahoo.com.br / hchupil@gmail.com / h_chupil@hotmail.com

Criadouro Conservacionista Onça Pintada – Biólogo

REFERÊNCIAS:

CANCINO & BROOKS. 2006. Conservando Crácidos: La familia de aves más amenazada de las Américas. Miscellaneous Publications of The Houston Museum of Natural Science, Número 6;

COSTA, LEITE, MENDES & DITCHFIELD. 2005. Conservação de Mamíferos no Brasil. Megadiversidade Vol 1;

MARINI & GARCIA. 2005. Conservação de Aves no Brasil. Megadiversidade Vol 1;

RODRIGUES. 2005. Conservação dos répteis brasileiros: os desafios para um país megadiverso. Megadiversidade Vol 1;

RODRIGUES & PRIMACK. Biologia da Conservação. 7ª Ed. Editora Planta, PR: 2006; 327 p;

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 912 p. 2001;

SILVANO & SEGALLA. 2005. Conservação de Anfíbios no Brasil. Megadiversidade Vol 1;

©2011 || FEVEREIRO #Criadouro_Onça_Pintada

Projeto Arara azul visa ampliar conhecimento sobre a espécie

Através de uma viagem realizada no período de 19 a 25 de setembro de 2010 para a Fazenda São Francisco do Perigara , no município de Barão do Melgaço, no Pantanal de Mato Grosso, foi possível dar prosseguimento ao monitoramento e cadastro de ninhos iniciado pelo Projeto em 2005 , avaliar a ocupação das cavidades e monitorar ninhos artificiais.

Foram feitas observações diárias das aves na fazenda com o objetivo de elaborar uma lista de aves que ocorrem e/ou podem ser vistas no local.

Um total de 45 ninhos foi monitorado pela bióloga Grace Ferreira da Silva, sendo 20 ninhos artificiais, 14 ninhos naturais e 11 cavidades não-cadastradas. Um total de 06 ninhos estava ativo com ovos e filhotes de araras. Além disso, foi observado um ninho artificial com filhote de A. hyacinthinus e outro com ovos de falcão morcegueiro (Falco rufigularis). Abelhas (Apis melífera) ocuparam ninhos artificiais e naturais. Ninhos de maracanã-de-colar (Primolius) foram monitorados. No censo diário foram avistadas 291 araras azuis em diversos pontos da fazenda.

A instalação de ninhos artificiais é uma tecnologia desenvolvida pelo Projeto Arara Azul e aplicada no Pantanal Sul com o objetivo de aumentar a oferta de cavidades, uma vez que há pouca disponibilidade de ninhos na natureza e uma disputa entre espécies de aves que usam cavidades para nidificar. No Pantanal Sul, não só as araras utilizam os ninhos artificiais, instalados pelo Projeto, mas também outras 17 espécies de aves utilizam estas caixas para se reproduzir.

Filhote em Ninho NaturalFilhote em Ninho Natural – Fazenda S.Francisco do Perigara, Pantanal MTFilhote em Ninho Natural – Fazenda S.Francisco do Perigara, Pantanal MT Filhote em Ninho Natural

Filhote em Ninho Natural – Foto; Grace Ferreira da Silva/Arquivo Instituto Arara Azul

Filhote em Ninho NaturalFilhote em Ninho Natural

O Projeto Arara azul tem se empenhado em estudar os aspectos reprodutivos da população de araras-azuis e traçar planos adequados de manejo pra a preservação da mesma.

O projeto contou com a participação de Grace Ferreira da Silva, bióloga do Instituto Arara Azul, Joilson Medeiros de Barros, assistente de pesquisa, Neiva Maria Robaldo Guedes, coordenadora do Instituto Arara Azul, Universidade Anhanguera-Uniderp, Toyota do Brasil, Fundação Toyota do Brasil, Bradesco Capitalização, T.Bracher, Ana Maria e Fábio Igel, Araras Brasil, BR. Tintas, Parrots International, Pedro Scherer, Luciano Sabóia e Faz. São Francisco do Perigara.

Fonte: Instituto Arara Azul

©2010 || NOVEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Contato

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Criadouro Onça Pintada

Associação de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre

+55 [41] 3029-8810

contato@criadourooncapintada.org.br

cristiane@criadourooncapintada.org.br

O Criadouro Onça Pintada é de origem conservacionista e não é aberto à visitação pública como nos zoológicos. A entrada de pessoas é permitida somente com o intuito de estudos e preservação. Mesmo assim são rigorosamente assistidas por profissionais especializados: para entrar em contato conosco e obter maiores informações, por favor, preencha o formulário ao lado, ou ligue para nosso telefone de contato em horário comercial.

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