Criadouro Onça Pintada

Extinção é para sempre

Ao redor do mundo, centenas de espécies pertencentes a praticamente todos os grupos conhecidos encontram-se ameaçadas e em alguns casos lamentáveis, algumas já fora extintas, sendo documentadas apenas em museus, imagens ou em escassos exemplares residentes em cativeiro que já não dão condições para salvar a espécie. O texto a baixo visa mostrar uma tomada geral do problema, apontando as causas e formas de tentarmos reverter essa calamidade natural.

HISTÓRIA

Ao longo dos estimados 3,5 bilhões em que existe vida na Terra, em torno de cinco episódios marcantes de extinção em massa de espécies atingiram o planeta. Entre os mais marcantes, está o ocorrido no final do período Cretáceo por volta de 65 milhões de anos atrás, quando grande parte da fauna de répteis (dinossauros) desapareceu.

Mas porque então nos preocuparmos com as inúmeras espécies que hoje se encontram ameaçadas em todas as regiões do planeta?

A resposta é simples, em todos estes eventos as extinções foram provocadas por eventos naturais, seja por uma queda de um meteorito ou uma série de erupções vulcânicas que alteraram drasticamente o clima na Terra e geraram os eventos de extinção. É importante salientar também que estes eventos não ocorreram de uma hora para outra, o que possibilitou que algumas espécies pudessem aos poucos se adaptar e garantir a sua existência.

As pressões negativas geradas pelas atividades humanas não ocorrem apenas na época moderna. Muitos especialistas apontam como sendo esta a causa da extinção da denominada megafauna (mamíferos com mais de 45 kg, como mamutes, tigres-dente-de-sabre e preguiças-gigantes) no final do período pleistoceno (até 10.000 anos atrás), onde 74 a 86% destes animais desapareceram. A caça, os desmatamentos e as queimadas foram as principais causas, justificadas pela proliferação da espécie humana e o abandono do hábito nômade, forçando ao cultivo de grandes áreas e a domesticação de animais.

CONTEXO ATUAL

Dados sobre o número de espécies extintas atualmente e o grau de ameaça que as demais se encontram, são mais conhecidos entre aves e mamíferos, por serem os grupos mais estudados. Para os demais 99% de espécies conhecidas, existem apenas suposições (Tabela 01)

 

 

 

 

 

TABELA 01: A extinção no mundo em números

Grupo Número de espécies descritas Número de espécies ameaçadas de extinção Número de espécies extintas desde o ano de 1600 até hoje
Mamíferos 4.500 505 85
Aves 9.500 1.029 113
Répteis 6.300 167 21
Anfíbios 4.200 59 2
Peixes 24.000 452 23
 

FONTE: Reid & Miller, 1989 / Smith et al. 1993 e Mace 1994

 

Embora os números não pareçam tão expressivos a primeira vista, a tendência é de uma maior aceleração no número de espécies ameaçadas e extintas nos próximos anos, visto que a maioria das extinções se concentrou nos últimos 150 anos, como:

 

Ave-elefante – extinta no final do século XVII                                                Lobo-da-tasmânia – extinto desde 1934

NO BRASIL

O Brasil caracterizado pela sua exuberante biodiversidade, também desponta como sendo um país com inúmeras espécies ameaçadas:

  • 1731 espécies de aves – 173 ameaçadas;
  • 530 espécies de mamíferos – 66 ameaçadas;
  • 650 espécies de répteis – 20 ameaçadas;
  • 765 espécies de anfíbios – 26 ameaçadas;

Este número provavelmente é muito maior, sendo minimizados pela carência de estudos mais específicos. Algumas espécies já são consideradas extintas, como:

Ararinha Azul (Cyanopsitta spixii)                                       Mutum-do-nordeste (Mitu mitu)

Desenho de Eduardo Brettas                                              Desenho de José Merizio

(alguns poucos exemplares em cativeiro)

CAUSAS QUE LEVAM UMA ESPÉCIE À EXTINÇÃO

Todas elas ligadas a ações humanas, sendo as principais:

  • DESTRUIÇÃO, DEGRADAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DO HÁBITAT DAS ESPÉCIES: O hábitat de uma espécie corresponde ao local onde ela vive. Então qualquer alteração nesses locais gera efeitos negativos para os indivíduos, variando em escala conforme a capacidade de suportar as mudanças proporcionadas;
  • SUPEREXPLORAÇÃO DOS RECURSOS PARA O USO HUMANO: utilização de maneira desenfreada da água, solo, recursos pesqueiros, caça, turismo feito de maneira inapropriada, entre outros;
  • INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS: corresponde ao fenômeno de “instalação” de uma nova espécie que não pertencia a um determinado local. Este fenômeno pode ter origem histórica, vindas com os povos colonizadores; econômica, como as inúmeras espécies destinadas atualmente para agricultura e jardinagem ou transporte acidental, como na água de lastro dos navios. Outra forma de introdução é a soltura inadequada de espécies criadas como animal de estimação ou de produção na natureza;
  • INTRODUÇÃO DE DOENÇAS: patologias que afetam animais e plantas domésticas podem ser ainda mais devastadoras em espécies selvagens;

O QUE PODEMOS FAZER?

É maravilhoso vermos seja na natureza ou nos documentários exibidos na TV, a grande variedade de seres vivos que existe em nosso planeta. Ainda mais fantástico, é saber que várias espécies novas ainda estão sendo descritas, porém, na maioria das vezes, já se enquadrando como ameaçadas. É triste pensarmos que daqui a alguns anos animais como a arara-azul, onça-pintada, peixe-boi e tantos outros possam ser vistos apenas em cativeiro ou documentados em imagens.

Diante disso, cabe a nós como cidadãos, tomarmos medidas simples, como: separar o lixo, reduzir a emissão de poluentes, comprar produtos reciclados e com procedência certificada, não adquirir animais silvestres ou selvagens, assim como seu derivados, e atuarmos como orientadores, conscientizando aqueles que estão a nossa volta para que possam adquirir os mesmos hábitos. Outra forma é exigir uma maior atenção por parte dos órgãos públicos no combate a qualquer ação que degrade o meio ambiente, atuando na redução do desmatamento, combate a caça e ao comércio de espécies animais e vegetais, elaboração de planos de zoneamento urbano sustentados na questão ambiental, uso de energia limpa entre outros.

Enquanto não tomarmos consciência de que o planeta, todos os recursos e moradores existentes nele não são propriedade exclusiva da espécie humana, que somos sim, parte do ecossistema e que ao contrário das outras espécies causamos mais prejuízo do que benefício para a Terra, animais e plantas serão exterminados e o clima, que já se encontra em estado de mudança, ficará ainda mais desequilibrado, afetando diretamente a nossa existência.

 

Autor: Henrique Chupil

Biólogo

Mestrando em Ecologia e Conservação – UFPR

E-mail: hchupil@yahoo.com.br / hchupil@gmail.com / h_chupil@hotmail.com

Criadouro Conservacionista Onça Pintada – Biólogo

REFERÊNCIAS:

CANCINO & BROOKS. 2006. Conservando Crácidos: La familia de aves más amenazada de las Américas. Miscellaneous Publications of The Houston Museum of Natural Science, Número 6;

COSTA, LEITE, MENDES & DITCHFIELD. 2005. Conservação de Mamíferos no Brasil. Megadiversidade Vol 1;

MARINI & GARCIA. 2005. Conservação de Aves no Brasil. Megadiversidade Vol 1;

RODRIGUES. 2005. Conservação dos répteis brasileiros: os desafios para um país megadiverso. Megadiversidade Vol 1;

RODRIGUES & PRIMACK. Biologia da Conservação. 7ª Ed. Editora Planta, PR: 2006; 327 p;

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 912 p. 2001;

SILVANO & SEGALLA. 2005. Conservação de Anfíbios no Brasil. Megadiversidade Vol 1;

©2011 || FEVEREIRO #Criadouro_Onça_Pintada

Projeto Arara azul visa ampliar conhecimento sobre a espécie

Através de uma viagem realizada no período de 19 a 25 de setembro de 2010 para a Fazenda São Francisco do Perigara , no município de Barão do Melgaço, no Pantanal de Mato Grosso, foi possível dar prosseguimento ao monitoramento e cadastro de ninhos iniciado pelo Projeto em 2005 , avaliar a ocupação das cavidades e monitorar ninhos artificiais.

Foram feitas observações diárias das aves na fazenda com o objetivo de elaborar uma lista de aves que ocorrem e/ou podem ser vistas no local.

Um total de 45 ninhos foi monitorado pela bióloga Grace Ferreira da Silva, sendo 20 ninhos artificiais, 14 ninhos naturais e 11 cavidades não-cadastradas. Um total de 06 ninhos estava ativo com ovos e filhotes de araras. Além disso, foi observado um ninho artificial com filhote de A. hyacinthinus e outro com ovos de falcão morcegueiro (Falco rufigularis). Abelhas (Apis melífera) ocuparam ninhos artificiais e naturais. Ninhos de maracanã-de-colar (Primolius) foram monitorados. No censo diário foram avistadas 291 araras azuis em diversos pontos da fazenda.

A instalação de ninhos artificiais é uma tecnologia desenvolvida pelo Projeto Arara Azul e aplicada no Pantanal Sul com o objetivo de aumentar a oferta de cavidades, uma vez que há pouca disponibilidade de ninhos na natureza e uma disputa entre espécies de aves que usam cavidades para nidificar. No Pantanal Sul, não só as araras utilizam os ninhos artificiais, instalados pelo Projeto, mas também outras 17 espécies de aves utilizam estas caixas para se reproduzir.

Filhote em Ninho NaturalFilhote em Ninho Natural – Fazenda S.Francisco do Perigara, Pantanal MTFilhote em Ninho Natural – Fazenda S.Francisco do Perigara, Pantanal MT Filhote em Ninho Natural

Filhote em Ninho Natural – Foto; Grace Ferreira da Silva/Arquivo Instituto Arara Azul

Filhote em Ninho NaturalFilhote em Ninho Natural

O Projeto Arara azul tem se empenhado em estudar os aspectos reprodutivos da população de araras-azuis e traçar planos adequados de manejo pra a preservação da mesma.

O projeto contou com a participação de Grace Ferreira da Silva, bióloga do Instituto Arara Azul, Joilson Medeiros de Barros, assistente de pesquisa, Neiva Maria Robaldo Guedes, coordenadora do Instituto Arara Azul, Universidade Anhanguera-Uniderp, Toyota do Brasil, Fundação Toyota do Brasil, Bradesco Capitalização, T.Bracher, Ana Maria e Fábio Igel, Araras Brasil, BR. Tintas, Parrots International, Pedro Scherer, Luciano Sabóia e Faz. São Francisco do Perigara.

Fonte: Instituto Arara Azul

©2010 || NOVEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Criadouro é o tema do programa Terra da Gente

arara

Um mundo verde cercado e seguro. São 110 hectares que abrigam uma preciosidade: a vida. Onça parda, cotia, anta, tamanduá, onça pintada, macaco, gato-do-mato, cervos, cateto, bugio, quati – dois mil animais, milhares de plantas abrigados no Criadouro Conservacionista Onça Pintada, um paraíso de cores.

Esse lugar fica em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, Paraná. Há 15 anos, o médico Luciano Saboia comprou o lugar já degradado pela pecuária.

Ele conta que as cotias foram as primeiras moradoras no lugar. Elas foram encaminhadas para o criadouro por causa de um programa de repovoamento de bosques. Em 2003, a licença de operação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deu passagem livre para outros bichos apreendidos do tráfico, da caça e da criação ilegal.

Lulita, por exemplo, uma fêmea de cervo Mazama bororo, escapou por pouco de virar banquete de natal. Ela chegou no lugar em um dia 24 de dezembro. Disseram que iam comê-la no dia 25.

Como são mais de dois mil bichos que vivem no Criadouro, alguns acabam se reproduzindo no lugar. Um dos últimos bebês a nascer é um gato-do-mato. Ele foi rejeitado pela mãe e por isso precisa ser alimentado pelos pelo biólogo Henrique.

Já os papagaios têm hotel só para eles. No viveiro, das sete espécies, quatro correm risco de desaparecer da natureza. Um deles é o papagaio-da-cara-roxa, que habita a Mata Atlântica. O Amazona rodocorita, do Espírito Santo, está ameaçado pela urbanização e pela caça.

Um casal de ararajuba mostra o amarelo intenso e o verde na plumagem. Essas características fizeram da ave um dos símbolos do Brasil. A espécie da Amazônia está ameaçada pelo comércio ilegal e pela diminuição da floresta.

No Criadouro, uma raridade que luta para sobreviver na natureza: o cardeal amarelo. O pássaro do extremo sul do país está na lista nacional das espécies brasileiras ameaçadas de extinção. O viveiro dos passarinhos é o maior de todos. São mais de 50 espécies.

Na passarela suspensa, na altura da copa das árvores, é possível ter uma visão privilegiada sem interferir na floresta. Em uma trilha de 2 km no meio da mata, nossa equipe segue em direção às antas. Para isso chegar bem perto dos bichos, o jeito foi levar comida para tentar a aproximação. A tática funciona. Nossa repórter alimenta a anta com cenoura e batata doce.

Com um pouco mais de caminhada, o Terra da Gente chega ao que há de mais temido e belo na natureza: as onças. Do casal que vivia em zoológicos, nasceu a jovem Belinda. O médico Luciano Sabóia, responsável pelo criadouro, é o pai adotivo da onça. Garante que a onça é boazinha.

A primeira reação da onça é se esbaldar no brinquedo preferido, um bicho de pelúcia gigante. E, depois, a equipe do Terra da Gente é que vira brinquedo de Belinda.

Mas o médico lembra que a doce Belinda tem força suficiente para arrancar um braço, caso quisesse. Em poucos instantes, a jovem onça pula em nossa repórter. E não para por aí. O bicho brincalhão não poupa o auxiliar, nem o cinegrafista. Até ameaça das patadas, mas nada de grave. É apenas o jeito que ela faz carinho.

Reportagem do site: Terra da Gente

©2010 || NOVEMBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Cachorro-vinagre, uma grande conquista!

As matrizes de cachorro-vinagre provem do Zoológico de Cuiabá e da Fundação Rio Zôo do Rio de Janeiro. O Criadouro conta com a presença destes moradores desde 2005. Atualmente, o grupo é formado por 12 animais, caracterizando assim, a maior família em cativeiro do mundo.

Assim como o cão doméstico, o cachorro-vinagre tem dois períodos de cio por ano, que variam ao longo do ano conforme o local onde vivem. A gestação dura em média de 60 a 83 dias e resulta em ninhadas de 4 a 6 filhotes. Esta espécie possui um padrão reprodutivo contínuo, isto é, reproduzem o ano todo conforme as condições da matilha.

A fêmea Olívia, mantida no criadouro a 4 anos, já teve duas gestações. Uma delas em dezembro de 2006 dando origem a 4 indivíduos machos e a segunda em 2007, originando 6 indivíduos, sendo 2 fêmeas e 4 machos.

Atualmente, por observações comportamentais do casal dominante Charles e Olívia, supõem-se que possa existir mais uma ninhada. A visualização dos filhotes é dificultada devido ao comportamento típico da espécie de escavar tocas onde fazem seus ninhos.

[…]

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Belinda é o xodó do Criadouro!

Nascida no dia 13 de novembro de 2009 esta pequena felina é filha do casal Paxá e Fofa e precisou ser separada dos pais devido a rejeição da onça- mãe.

Bastante dócil e carinhosa,  Belinda habita na casa do idealizador do Criadouro, possuindo um quarto adaptado para o seu cotidiano com lugares para escalar e brinquedos para se distrair, além de poder circular à vontade pela casa.

Com tantos mimos, ainda não se sabe ao certo quando ela irá para o Criadouro. Enquanto o leite fizer parte da sua alimentação ela terá que permanecer neste local.

Por ser considerada o maior mamífero carnívoro do Brasil, sua alimentação diária também é composta por frango, carne vermelha e ovos cozidos.

Atualmente o peso de Belinda já ultrapassa os 9 Kg e quando chegar a fase adulta poderá pesar até 100 Kg.

Mesmo existindo um recinto para os pais da pequena onça, “o filhote será criado em um recinto solitário”,  explica o biólogo Henrique Chupil. Segundo ele, a onça não poderá conviver no mesmo recinto que seus pais porque não será reconhecida.  Afirma também que irá se adaptar facilmente ao novo habitat.

Mas, enquanto isto, a onça permanecerá em casa,  recebendo o carinho e a atenção necessária . Segundo a cuidadora Cristiane Sabóia ,  “Belinda é considerada o xodó do Criadouro”, fazendo o maior sucesso com todos que dela se aproximam. ”Não há quem não se encante por tanta beleza”, afirma ela.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

A difícil adaptação de Tulipa

Filhote de bugio-ruivo, a fêmea Tulipa com pouco mais de três meses, foi encontrada por policiais florestais e após ser encaminhada ao CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres), foi acolhida pelo Criadouro.

Por ser muito pequena e necessitar de alguns cuidados especiais, a fêmea foi colocada na chamada “maternidade”, lugar onde deve ficar o filhote antes de ser inserido no recinto externo.

A caçula tem muito apetite. Quando chegou ao Criadouro mamava de três em três horas. Hoje, estando com aproximadamente 9 meses, já desmamou, e assim como os outros animais de sua espécie, sua alimentação é composta por frutas, verduras e ração.

Aos poucos, Tulipa foi sendo inserida no recinto juntamente com outros bugios para uma tentativa de adaptação. Apesar de bagunceira e brincalhona, com os outros se demonstrava tímida e quieta. Durante os primeiros dias seus parceiros roubavam sua comida, provocando-a com gestos curiosos. Mas, devido ao comportamento agressivo do macho mais velho, não foi possível mantê-la no mesmo local.

Entretanto, ” ela ficará separada dos demais macacos até ser disponibilizado um novo recinto, para que com a chegada de mais bugios, seja possível compôr uma nova família”, explica o biólogo Henrique Chupil.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Belinda já está no Criadouro

Bastante ativa, Belinda demonstra muita alegria em seu novo habitat.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Chegada de aves exige atenção

Pixoxó

O som dos pássaros ficou mais encantador com a chegada de novas aves. São diversos cantos que se misturam entre as mais variadas espécies. Somente no mês de abril, o Criadouro acolheu noventa e dois pássaros, doados como resultado das apreensões do IBAMA, vítimas de maus tratos, posse ilegal ou tráfico de animais silvestres.

Dentre as treze espécies recebidas, apenas uma delas está ameaçada de extinção, a Sporophila frontalis, mais conhecido como Pixoxó. Logo na chegada foi preciso identificar as aves que estavam aptas para voar, com exceção daquelas que foram colocadas em recintos menores visando à reprodução.

Analisou-se cada detalhe como a presença de penas, a existência de alguma deformidade e o comportamento na gaiola. Consequentemente, foi possível decidir quais as aves aprovadas e reprovadas. Entretanto, aquelas que possuíram condições para voar foram soltas no viveiro. Já as que não passaram no teste, continuarão internadas até apresentar características necessárias para soltura.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Refúgio seguro para animais em risco

tamandua

Existem 120 propriedades mantenedoras, parceiras do Ibama, espalhadas em todo o país. Uma delas fica em Campina Grande do Sul.

Se não fosse a iniciativa de pessoas e instituições interessadas no bem-estar animal, boa parte da fauna silvestre apreendida diariamente pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – principalmente espécies vítimas do tráfico – não teria um destino apropriado. Como o poder público não tem infraestrutura para manter os animais impossibilitados de retornar à natureza, o Ibama é obrigado a recorrer à iniciativa privada.O coordenador do Departamento de Gestão do Uso de Espécies da Fauna do Ibama, João Pessoa Moreira Júnior, explica que a prioridade é reintroduzi-los na natureza. Quando a reintrodução não é possível, no caso de animais sem condições de viver em seu hábitat natural ou de espécies exóticas, eles são encaminhados para cativeiro em zoológicos, criadores comerciais (os animais cedidos viram obrigatoriamente matrizes para a reprodução de descendentes que podem ser comercializados) e, principalmente, mantenedores, conhecidos popularmente por santuários (propriedades particulares onde os animais são mantidos sem fins lucrativos, reprodutivos e nem de exposição). “Os mantenedores são grandes parceiros do Ibama. Sem eles os animais provavelmente acabariam sem uma destinação adequada. Tanto que o ideal seria ter o dobro de mantenedores que temos”, ressalta Moreira.

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©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Você tem alguma sugestão para o nome deste filhote?

Anta (Tapirus terrestris) pesando entre 6 e 9 kg nasceu no dia 28 de maio de 2010. Apresenta a coloração típica dos filhotes da espécie (marrom com listras mais claras), que permite uma maior capacidade de camuflagem entre a vegetação. Atingirá a coloração dos adultos por volta de 8 meses. Na natureza desmamam por volta do décimo mês, quando o filhote começa a ingerir alimento sólido, já em cativeiro, devido à maior facilidade em obter alimento, isso pode ser antecipado. É o segundo episódio reprodutivo da espécie no criadouro.

Henrique Chupil, biólogo.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

A Associação de Pesquisa e Proteção da Vida Silvestrepromove a instalação de ninhos artificiais

Entre os dias 18 a 20 de junho foram instalados 20 ninhos artificiais para uma população de quase 400 indivíduos de arara-azul-grande, (Anodorhynchus hyacinthinus), na Fazenda São Francisco do Perigara, situada em Barão de Melgaço, pantanal de Mato Grosso.
Essa atitude foi promovida com o intuito de ajudar a reprodução dessa emblemática arara, um dos símbolos do Pantanal. A exemplo do que foi feito no pantanal sul, pelo Projeto Arara-Azul, esse manejo foi uma atitude que mudou a relação da espécie com o meio ambiente e promoveu sua conservação sob vários aspectos.

A instalação dos ninhos foi feita pela equipe do Projeto Arara-Azul e a construção dos mesmos patrocinada pela Associação de Pesquisa e Proteção da Vida Silvestre, que ajuda também com o trabalho de monitoramento da população desta espécie desde o ano de 2008.
Agora é aguardar para ver a resposta que esta atitude deve promover e esperar que as araras as utilizem, além de que novos casais possam utilizar esses ninhos e aumentar sua população. “Parabéns as equipes de campo”!

Pedro Scherer Neto
Museu de História Natural
Rua Benedito Conceição, 407 / Curitiba – PR

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Muito prazer! Meu nome é…

Desde que nasceu, este filhote já ficou bastante conhecido. Com isto, o Criadouro ofereceu, através de seu blog, a realização de um concurso, dando ao público a oportunidade de escolher um nome para a anta, uma tarefa difícil para os integrantes da Associação de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre.

Foram 150 comentários e os critérios de escolha foram baseados não somente na criatividade, mas também no nome que é a cara do bichinho.

Por isto a pequena anta, de apenas dois meses de idade, passa a se chamar “Antonello”, nome enviado no dia 08 de julho por Geane Beatriz.

O Criadouro agradece a todos os participantes pela sua colaboração e promete manter o site atualizado com novas notícias do Antonello e dos demais filhotes. Continuem nos visitando.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Nascimento de Bugio-ruive reforça o papel do Criadouro na conservação da espécie

Após um período de gestação entre 180 e 190 dias, nasceu  o primeiro bugio-ruivo, Alouatta guariba, um grande sucesso desta espécie no Criadouro.  Nos primeiro dias de vida passava quase que despercebido abraçado à barriga da mãe, a qual fazia de tudo para escondê-lo. Após três semanas, bem mais ativo, passou a ficar agarrado as costas da mãe ou a do pai, enquanto estes caminhavam pelos poleiros do recinto. Ainda não se arrisca a andar sozinho . Em dias mais frios, o pai, a mãe e outro macho integrante da família se agrupam em torno do filhote para mantê-lo aquecido. É interessante destacar o quanto é impressionante e admirável o cuidado da mãe e dos outros integrantes da família com o filhote.

©2010 || OUTUBRO #Criadouro_Onça_Pintada

Contato

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Criadouro Onça Pintada

Associação de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre

+55 [41] 3029-8810

contato@criadourooncapintada.org.br

cristiane@criadourooncapintada.org.br

O Criadouro Onça Pintada é de origem conservacionista e não é aberto à visitação pública como nos zoológicos. A entrada de pessoas é permitida somente com o intuito de estudos e preservação. Mesmo assim são rigorosamente assistidas por profissionais especializados: para entrar em contato conosco e obter maiores informações, por favor, preencha o formulário ao lado, ou ligue para nosso telefone de contato em horário comercial.

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